quarta-feira, 16 de agosto de 2017

ZEZÉ FONSECA - 55 ANOS DE SAUDADE

ZEZÉ FONSECA
Arquivo Nirez


Há 55 anos falecia a cantora, atriz, radioatriz, locutora e jornalista ZEZÉ FONSECA.

Maria José González nasceu no Rio de Janeiro em 05 de agosto de 1915, falecendo nessa mesma cidade, em 16 de agosto de 1962.

Iniciou sua carreia artística no início dos anos 30, como cantora e atriz. Fez parte do início do Programa Casé, o primeiro programa de rádio com auditório, ao lado de Sônia Barreto, Noel Rosa e Pixinguinha.

No teatro atuou ao lado de Dulcina de Morais, Laura Suarez, Roberto Vilmar e Elza Gomes.

Gravou discos na Columbia e na Victor entre 1933 e 1936, inclusive gravando ao lado de Breno Ferreira.

Também escrevia poemas, tendo publicados alguns na revista O Cruzeiro, em 1936.

Foi a melhor voz do radioteatro da Rádio Nacional, se destacando como Anita de Montemar na radionovela Em Busca da Felicidade, de 1941.

Nos anos 40, teve um intenso romance com o cantor Orlando Silva. Nessa época, Zezé fez o possível para ajudar o cantor nos problemas de saúde em que ele passava.


Já falamos sobre sua morte no aniversário de 50 anos de seu desaparecimento: http://zip.net/bgtqYr



ZEZÉ FONSECA
Arquivo Nirez









Agradecimento ao Arquivo Nirez












sexta-feira, 11 de agosto de 2017

ADORÁVEIS CANTORAS DESCONHECIDAS - ANOS 30 (Parte I)

Com o aumento da popularidade do disco e do rádio na década de 1930, surgiram muitos intérpretes se dedicando à essas atividades.

Carmen Miranda foi a primeira cantora a fazer sucesso a partir do disco, se destacando no rádio e sendo considerada a intérprete mais bem sucedida do meio musical dos anos 30. Seguindo os passos de Carmen, imitando-a ou não, surgiram várias outras cantoras, com o sonho de se tornar estrelas de nossa música popular. Algumas, vindo de classes mais altas da sociedade, gravaram por gostarem da música popular, seguindo uma modesta carreira artística. Parte dessas artistas também se dedicava ao teatro musicado ou de comédias.

Todas elas tiveram seu momento e encantaram seus públicos. Algumas se casaram e abandonaram a carreira, outras (mesmo casadas) continuavam a se apresentar em rádios e recitais. Várias gravaram discos, deixando poucas músicas em relação à outras cantoras que gravavam constantemente.

Trago algumas delas que, de uma forma ou de outra, encantaram gerações de outrora. Hoje, estão esquecidas, em parte pela falta de memória de nosso país, em parte por terem tido uma rápida participação em nosso cenário musical. 

Todas, porém, tem algo em comum: eram adoráveis!


DORA BRASIL

DORA BRASIL
Arquivo Nirez


Jornal A Batalha, 05 de janeiro de 1930.
http://memoria.bn.br

Atriz e cantora de teatro musicado.

Em 05 de janeiro de 1930, o jornal A Batalha publicava sua fotografia, informando que ela era uma das mais interessantes figuras da Companhia Margarida Max.

A nota ainda dizia: "Graciosa, alegre, cheia de vivacidade, com a intuição do 'morenismo' meio canalha e meio sentimental da canção nacional e da música típica destes Brasis, Dora, que numa adivinhação maravilhosa, também é 'Brasil' - 'o tipo do Brasil', como lembrou o nosso querido Terra de Senna, faz de todos os seus números um sucesso, da vibração própria às coisas que diz ou que dança ou que canta, acertando sempre, sempre original, pelo vício que tem de ver as plateias encantadas, deliciadas, batendo palmas numa gostosura inteirinha.
Nós aqui desejamos, à atrizinha, que tanto destaque conquistou diante da plateia carioca, o amor da gente inteligentíssima de São Paulo por essa brasileirita que, com esse jeito quer-não-quer, pelo visto ainda vai longe".

Dora Brasil gravou seis músicas, em três discos. 
Um na Parlophon, com os sambas de J. Aymebrê, Nega Prosa e Gosto Muito de Ti, gravados em 1929 e lançados em janeiro de 1930.

Ao lado do ator cômico Pinto Filho, Dora gravou quatro cenas humorísticas, acompanhadas por músicas. Entre elas, composições de Henrique Vogeler e Luís Peixoto.
São as gravações que apresentamos aqui.



HARMONIA PORTUGUÊS!
Cena Cômica de Henrique Vogeler e Pinto Filho
Gravada em parceria com Pinto Filho
Acompanhamento de Conjunto
Disco Parlophon 13.085-A, matriz 3149-2
Gravado em 1929 e lançado em janeiro de 1930



MOLEQUE ALINHADO
Cena Cômica de Henrique Vogeler e Pinto Filho
Gravada em parceria com Pinto Filho
Acompanhamento de Conjunto
Disco Parlophon 13.085-B, matriz 3150-1
Gravado em 1929 e lançado em janeiro de 1930



ALVORADA DO SERTÃO
Cena Cômica de Pinto Filho e Marques Porto
Gravada em parceria com Pinto Filho
Disco Parlophon 13.175-A, matriz 3556
Gravado em 1930 e lançado em julho



OS MARIMBONDO
Cateretê de Antônio Coimbra e Luís Peixoto
Gravada em parceria com Pinto Filho
Disco Parlophon 13.175-B, matriz 3557

Gravado em 1930 e lançado em julho




ELZA CABRAL

ELZA CABRAL
Arquivo Nirez


Jornal Correio da Manhã, 09 de março de 1930.
Elza Cabral interpretou o personagem Violeta.
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Jornal Correio da Manhã, 10 de abril de 1932.
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Jornal Correio da Manhã, 05 de novembro de 1932.
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Jornal Correio da Manhã, 17 de janeiro de 1933.
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Jornal Correio da Manhã, 27 de janeiro de 1933.
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Jornal Correio da Manhã, 12 de fevereiro de 1933.
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Jornal Correio da Manhã, 24 de agosto de 1934.
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Crítica do jornal A Batalha, de 12 de junho de 1932,
acusando Elza Cabral de imitar o estilo de Carmen Miranda.
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Elza Cabral gravou onze músicas na Columbia, entre 1932 e 1933. 

Foi acusada pelo jornal A Batalha, em 1932, de imitar o estilo de Carmen Miranda. Porém, não acho que ela tenha, em suas gravações, o estilo de Carmen .

Porém, em 1933, era elogiada pelo jornal Correio da Manhã, pelo sucesso do samba Falso Amor, da autoria João da Gente.

Gravou também músicas de Assis valente e Josué de Barros.

Também era atriz, participando (em 1930) da companhia de Raul Roulien, e de outras de teatro musicado.

A edição de 26 de outubro de 1940 apresenta uma matéria sobre cantoras que haviam desaparecido do rádio, entre elas, estava Elza Cabral.

Trago cinco de suas gravações.



ZOMBOU DE MIM
Marcha de Josué de Barros e Napoleão Tavares
Acompanhamento dos Sete Diabos
Disco Columbia 22.090-B, matriz 381171
Lançado em fevereiro de 1932



EU VOU AGORA
Samba de Milton Amaral
Acompanhamento dos Sete Diabos
Disco Columbia 22.090-B, matriz 381172
Lançado em fevereiro de 1932



FALSO AMOR
Samba de João da Gente
Acompanhamento da Orquestra Columbia
Disco Columbia 22.171-B, matriz 381.345
Lançado em dezembro de 1932



NÃO SEI PEDIR SEU CORAÇÃO
Marcha de Assis Valente
Acompanhamento da Orquestra Columbia
Disco Columbia 22.171-B, matriz 381.346
Lançado em dezembro de 1932



GOSTOSA
Samba de Cristóvão Alencar
Acompanhamento da Orquestra Columbia
Disco Columbia 22.190-B, matriz 381.371

Lançado em março de 1933





RAQUEL DE FREITAS

RAQUEL DE FREITAS
Jornal das Moças, 18 de fevereiro de 1932
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RAQUEL DE FREITAS
Revista Cinearte, 1929
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Jornal das Moças, 25 de fevereiro de 1932
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Revista Paratodos, 16 de janeiro de 1932
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Jornal Diário da Noite, 28 de abril de 1932.
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Vinda da alta sociedade paulistana, Raquel de Freitas também era figura de destaque do meio cultural daquela cidade.

Gravou entre 1931 e 1935 nas gravadoras Columbia e Arte-Fone, ao todo, onze músicas.

Trouxemos cinco dessas gravações.

Compôs e gravou a marcha Agora é Tarde, 

Uma de suas mais interessantes músicas é o samba Vagabundo, da autoria do cantor e compositor Paraguassú. 



NUM CANTINHO
Samba de Fernando Magalhães
Acompanhamento de Regional
Disco Columbia 22.039-B, matriz 381033
Lançado em 1931



AGORA É TARDE
Samba de Raquel de Freitas
Acompanhamento de Regional
Disco Columbia 22.039-B, matriz 381038
Lançado em 1931



UM DOIS TRÊS
Marcha de Martinez Grau e César Ladeira
Disco Arte-Fone 4.085, matriz 294
Lançado em 1932



SÓ PRA MACHUCAR
Samba de Nabor Pires Camargo
Acompanhamento da Orquestra Columbia
Disco Columbia 8.128-B, matriz 3121
Lançado em 1935



VAGABUNDO
Samba de Paraguassú
Acompanhamento da Orquestra Columbia
Disco Columbia 8.128-B, matriz 3120

Lançado em 1935



SÔNIA BURLAMAQUI


SÔNIA BURLAMAQUI
Revista Carioca, 22 de fevereiro de 1936
Arquivo Nirez


Revista Paratodos, 13 de fevereiro de 1931
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Seleção de discos de Sônia Burlamaqui.
Jornal Correio da Manhã, 03 de janeiro de 1932.
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Programação da Rádio Sociedade.
Correio da Manhã, 19 de janeiro de 1932.
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Jornal Gazeta de Notícias, 20 de agosto de 1935.
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Jornal Gazeta de Notícias, 25 de maio de 1935.
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Revista Fon-Fon, 1936.
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Sônia Burlamaqui era cantora de rádio e gravou seis músicas, em três discos, na Columbia. Ela regravaria em 1932 o samba Você, de Josué de Barros, gravado originalmente por Anna de Albuquerque Melo em 1930.


Um de seus sucessos, também de Josué de Barros, é o samba Amanheça o Dia, lançado em 1932.

Atuou nas rádios Philips (1931), Educadora (1931), Sociedade (1932) e Mayrink Veiga.

Em 1935 fez parte do elenco de cantoras que inaugurou a Rádio Ipanema.


AMANHEÇA O DIA
Samba de Josué de Barros
Acompanhamento de Simão e sua Orquestra Columbia
Disco Columbia 22.078-B, matriz 381148
Lançado em janeiro de 1932



VOCÊ
Samba de Josué de Barros
Acompanhamento de Simão e sua Orquestra Columbia
Disco Columbia 22.079-B, matriz 381152
Lançado em janeiro de 1932



VAMOS DAR VALOR
Samba de Josué de Barros
Disco Columbia 22.085-B, matriz 381162
Lançado em fevereiro de 1932



SE ASSIM FOR
Música popular da Bahia, arranjo de Josué de Barros
Disco Columbia 22.085-B, matriz 381163
Lançado em fevereiro de 1932





LUCILA NORONHA

LUCILA NORONHA
Jornal Correio da Manhã, 08 de julho de 1932.
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Carmen Miranda e Lucila Noronha são destaque
no festival de Mário Reis, Lamartine Babo e Francisco Alves.
Jornal Correio da Manhã, 25 de janeiro de 1933
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Jornal Diário da Noite, 27 de fevereiro de 1934.
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Jornal Diário da Noite, 11 de setembro de 1934.
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O Jornal, 17 de dezembro de 1935.
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Lucila Noronha Santos era da alta sociedade carioca e ingressou na música popular no começo da década de 1930. 

Participava de vários festivais de arte. 

Gravou apenas duas música, em um disco, na gravadora Parlophon. O repertório era da autoria de alguns dos melhores compositores de nossa música. 

Ela gravou os sambas Agora, de Noel Rosa e Que mal eu fiz a você, de André Filho, lançados em 1931. Em ambas gravações é acompanhada pelo famoso Bando de Tangarás. No coro da composição de André Filho, podemos distinguir a voz de Noel Rosa, que fazia parte do conjunto.

Em 1933, se destacou ao lado de Carmen Miranda no festival de Mário Reis, Lamartine Babo e Francisco Alves.


Casou-se em 19 de setembro de 1934 com o engenheiro Miguel Barroso do Amaral, filho de Zózimo Barroso do Amaral. Lucila era filha de João Noronha Santos. 

Mesmo casada continuou cantando no rádio, apresentando-se em 1935 na Rádio Tupi.


AGORA
Samba de Noel Rosa
Acompanhamento do Bando de Tangarás
Disco Parlophon 13.312-A, matriz 131112
Lançado em 1931



QUE MAL EU FIZ A VOCÊ?
Samba de André Filho
Acompanhamento do Bando de Tangarás
Disco Parlophon 13.312-B, matriz 131113
Lançado em 1931







Agradecimento ao Arquivo Nirez



















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