segunda-feira, 21 de maio de 2018

RAIMUNDO RAMOS (RAMOS COTOCO) - 147 ANOS


RAIMUNDO RAMOS (Ramos Cotoco)
www.fortalezaemfotos.com.br




Há 147 anos nascia o poeta, compositor, cantor e pintor RAIMUNDO RAMOS (Ramos Cotoco).

Raimundo Ramos de Paula Filho nasceu em Fortaleza (CE) a 21 de maio de 1871, vindo a falecer também em Fortaleza (CE) em 20 de outubro de 1916.

Seu apelido Ramos Cotoco se devia por ter nascido com um defeito físico no braço.

Era um homem excêntrico e foi um dos boêmios mais populares de Fortaleza.

Em 1906, publicou o livro Cantares Boêmios, com poemas e canções. Em sua carreira, compôs lundus, chulas, valsas e cançonetas chistosas, algumas gravadas por Mário Pinheiro na Casa Edison do Rio de Janeiro.

Vários de seus poemas foram musicados por nomes que, até hoje, permanecem desconhecidos.

Tive a oportunidade de ver um de seus quadros sendo restaurados na Igreja de Nossa Senhora do Carmo, aqui em Fortaleza.



Trago as gravações que Mário Pinheiro fez na Casa Edison das músicas de Ramos Cotoco em 1908.



O DIABO DA FEIA
Cançoneta de Raimundo Ramos
Gravada por Mário Pinheiro
Acompanhamento de coro e violão
Disco Odeon Record 108.129, matriz XR-662
Lançado em 1908
Escrita em 1898



PELA PORTA DE DETRÁS
Cançoneta Alegre de Raimundo Ramos
Gravada por Mário Pinheiro
Disco Odeon Record 108.130, matriz XR-663
Lançado em 1908
Escrita em 1895




A SOGRA E O GENRO
Lundu de Raimundo Ramos
Gravado por Mário Pinheiro
Acompanhamento de piano
Disco Odeon Record 108.131, matriz (52W) XR-664
Lançado em 1908




SÓ ANGU
Cançoneta de Raimundo Ramos
Gravada por Mário Pinheiro
Acompanhamento de piano e ganzá
Disco Odeon Record 108.132, matriz XR-665
Lançado em 1908




NÃO FAZ MAL
Cançoneta de Raimundo Ramos
Gravada por Mário Pinheiro
Acompanhamento de piano e ganzá
Disco Odeon Record 108.133, matriz XR-666
Lançado em 1908




A COZINHEIRA
Cançoneta de Raimundo Ramos
Gravada por Mário Pinheiro
Acompanhamento de piano e ganzá
Disco Odeon Record 108.134, matriz XR-667
Lançado em 1908




ROSA E EU
Cançoneta de Raimundo Ramos
Gravada por Mário Pinheiro
Disco Odeon Record 108.135, matriz XR-668
Lançado em 1908



A ENGOMADEIRA
Cançoneta de Raimundo Ramos
Gravada por Mário Pinheiro
Acompanhamento de coro
Disco Odeon Record 108.137, matriz XR-670
Lançado em 1908












Agradecimento ao Arquivo Nirez












quinta-feira, 17 de maio de 2018

ADEUS À ELOÍSA MAFALDA

ELOÍSA MAFALDA
https://www.trendsmap.com


Faleceu na quarta-feira, dia 16 de maio, a atriz ELOÍSA MAFALDA.

Lutando há alguns anos contra problemas respiratórios, a atriz faleceu em Petrópolis (RJ), cidade onde morava.


Mafalda Theotto nasceu em Jundiaí (SP), em 18 de setembro de 1924, sendo neta de italianos.

Excelente nadadora, aos 12 anos Mafalda quase participou dos Jogos Olímpicos de 1936. Só não foi à Alemanha porque seu pai não deixou.

Em 1940, com a separação de seus pais, seu irmão, Oliveira Neto, passou a ser locutor nas rádios Tupi e Difusora de São Paulo, para ajudar a mãe. A filha Mafalda começou a trabalhar como costureira, indo trabalhar depois como auxiliar de escritório nas Emissoras Associadas, conhecendo a alemã Alice Waldvoguel, que viria a lhe ensinar a arte da interpretação.

Oliveira Neto passou a morar no Rio de Janeiro, trabalhando para a Tupi-Tamoio, e convenceu sua irmã a fazer um teste para o rádio-teatro. Aprovada, ela escolheu o nome artístico de Eloísa Mafalda e passou a trabalhar em radionovelas da Rádio Nacional, indo em seguida para a TV Paulista, permanecendo nesta emissora até ela ser vendida à Rede Globo.

Ela atuaria algumas vezes no cinema, tendo feito seu primeiro filme em 1950, com o título de Somos Dois, onde interpretava uma secretária. Seu último filme seria Simão, o Fantasma Trapalhão, interpretando Lucélia.

Também teria algumas participações no teatro, estreando em 1965, na peça O Morro dos Ventos Uivantes.

Seria na Rede Globo que Eloísa Mafalda interpretaria seus maiores papéis, criando personagens inesquecíveis até hoje. Nesta emissora, iniciou seus trabalhos em 1965 na novela O Ébrio, baseada no filme homônimo de Gilda de Abreu, estrelado por seu esposo, o tenor Vicente Celestino, em 1946; na novela, Eloísa Mafalda vivia Heloísa. Em 1968, atuou no sucesso A Cabana do Pai Tomás, como Emily. Em Pigmalião 70, estrelada por Tônia Carrero em 1970, ela deu vida à Ester.

Em 1972, viveu o primeiro de seus personagens icônicos, Irene Silva, mais conhecida por Dona Nenê, na primeira versão da série A Grande Família. Depois, veio Maria Machadão, de Gabriela, em 1975, onde ela fez um excelente trabalho de composição de personagem. Ainda viveria Maria Aparecida, em Saramandaia (1976), Joana, em Locomotivas (1977), Zoraide, em Pecado Rasgado (1978); a secretária Irene Fragoso Neves, que vivia um belo amor em uma idade madura, em Água Viva (1980); Zeni, de Pumas e Paetês (1980); Edite Pereira, de Brilhante (1981); Dona Mariana Gomes, em Paraíso (1982); Adélia, em Champanhe (1983); Arminda Terra, na minissérie O Tempo e o Vento (1985); Gioconda, de Hipertensão (1986), Jandira, de Vida Nova (1988); Dona Damásia, de A, E, I, O... Urca (1990), entre muitos outros.

Seu maior sucesso e personagem mais lembrado é o de Dona Pombinha Abelha (Ambrosina Abelha), uma beata fervorosa, na novela Roque Santeiro, exibida em 1985. Ao lado de Ary Fontoura (Seu Flor Florindo Abelha) e Lucinha Lins (Mocinha), ela viveu cenas antológicas.

Eloísa Mafalda foi casada por três anos com Miguel Teixeira, tendo dois filhos: Marcos e Mírian. Ela deixou dois netos e dois bisnetos.

Trabalhando como coadjuvante, Eloísa Mafalda se sobressaia e parecia ser a atriz principal, devido ao seu talento e carisma. As novelas em que participou eram mais valorizadas por sua presença, sendo ela uma dessas atrizes que dá gosto ver em cena, que sabem cativar o público e prendê-lo com sua bela atuação.

Deixará muitas saudades!


Eloísa Mafalda
www.defatoonline.com.br


Como Dona Nenê, em om Jorge Dória (Lineu).
https://tvefamosos.uol.com.br


Como Maria Machadão em Gabriela, 1975.
https://www.correio24horas.com.br


Como Dona Pombinha em Roque Santeiro, 1985, entre Lucinha Lins (Mocinha) e Ary Fontoura (Florindo Abelha).
https://www.trendsmap.com






















domingo, 13 de maio de 2018

ÂNGELA MARIA - 89 ANOS

ÂNGELA MARIA
Radiolândia, 1954
http://memoria.bn.br



Há 89 anos nascia a cantora ÂNGELA MARIA.

Abelim Maria da Cunha nasceu em Conceição de Macabu, distrito de Macaé, (RJ), em 13 de maio de 1929. Seu pai, Albertino Coutinho da Cunha, era pastor.

Ainda adolescente, ela começou a cantar na Igreja batista do bairro carioca do Estácio, onde seu pai era reverendo. Nesse mesmo período, ela trabalhava como inspetora em uma fábrica de lâmpadas, General Eletric.

Sonhando em ser cantora, procurou programas de calouros, causando um transtorno familiar, segundo seu depoimento ao Jornal O Pasquim, em 1976.

Em 1948, aos dezenove anos, saiu de casa para cantar no Dancing Avenida, sendo descoberta pelos compositores Erasmo Silva e Jaime Moreira, que a levaram para a Rádio Mayrink Veiga.

Com o nome de Ângela Maria, começou a cantar profissionalmente em diversos programas de rádio.

Iniciou no disco em 1951, através da RCA Victor, com os sambas Sou Feliz, de Augusto Mesquita e Ari Monteiro, e Quando Alguém vai embora, de Cyro Monteiro e Dias da Cruz.

Ângela Maria foi eleita Rainha do Rádio de 1954, batendo recordes de votos, com quase um milhão e quinhentos mil votos, recebendo a coroa e faixa de Emilinha Borba em uma festa no Teatro João Caetano.

Sendo uma das mais populares cantoras dos anos 50, ela participaria de vários filmes, cantando seus sucessos.

Ângela Maria é uma das maiores cantoras de nossa música em todos os tempos, estando em plena atividade, fazendo shows e gravando CDs, cujo repertório está sempre atualizado.


ÂNGELA MARIA
http://www.contrateartistas.com.br


Vamos conferir algumas de suas gravações, com clássicos como Nem Eu, Vida de Bailarina, Orgulho e Mamãe.



SOU FELIZ
Samba de Augusto Mesquita e Ari Monteiro
Gravado por Ângela Maria
Acompanhamento de Regional
Disco RCA Victor 80-0788-A, matriz 092948
Gravado em 09 de maio de 1951 e lançado em julho



QUANDO ALGUÉM VAI EMBORA
Samba de Cyro Monteiro e Dias da Cruz
Gravado por Ângela Maria
Acompanhamento de Regional
Disco RCA Victor 80-0788-B, matriz 092947
Gravado em 09 de maio de 1951 e lançado em julho



SABES MENTIR
Bolero de Othon Russo
Gravado por Ângela Maria
Acompanhamento de Orquestra
Disco RCA Victor 80-0805-A, matriz S-092965
Gravado em 31 de maio de 1951 e lançado em agosto



DESEJO
Samba Canção de Othon Russo e Paulo Marques
Gravado por Ângela Maria
Acompanhamento de Orquestra
Disco RCA Victor 80-0954-A, matriz S-093317
Gravado em 09 de junho de 1952 e lançado em agosto



NEM EU
Samba Canção de Dorival Caymmi
Gravado por Ângela Maria
Acompanhamento de Orquestra
Disco RCA Victor 80-1096-A, matriz SB-093580
Gravado em 13 de janeiro de 1953 e lançado em abril



ORGULHO
Samba Canção de Valdir Rocha e Nelson Wederkind
Gravado por Ângela Maria
Acompanhamento de Orquestra
Disco Copacabana 5.123-B, matriz M-513
Lançado em agosto/setembro de 1953



VIDA DE BAILARINA
Samba Canção de Américo Seixas e Chocolate
Gravado por Ângela Maria
Acompanhamento de Orquestra
Disco Copacabana 5.170-B, matriz M-642
Lançado em dezembro de 1953



FALA MANGUEIRA
Samba de Mirabeau Pinheiro e Milton de Oliveira
Gravado por Ângela Maria
Acompanhamento de Orquestra e Coro
Disco Copacabana 5.524-A, matriz M-1369
Lançado em janeiro/fevereiro de 1956



MAMÃE
Valsa de David Nasser e Herivelto Martins
Gravada por Ângela Maria e João Dias
Acompanhamento de Orquestra
Disco Copacabana 20.024-A, matriz M-1513
Lançado em maio de 1957



A LUA É DOS NAMORADOS
Marcha de Armando Cavalcânti, Klécius Caldas e Brasinha
Gravada por Ângela Maria
Acompanhamento de Conjunto
Disco Continental 17.848-B, matriz C-4365
Gravada em 1960 e lançada em dezembro









Agradecimento ao Arquivo Nirez



















sábado, 12 de maio de 2018

RUTH DE SOUZA - 97 ANOS

RUTH DE SOUZA
https://baurutv.com



Hoje, a atriz RUTH DE SOUZA completa 97 anos.

Ruth Pinto de Souza nasceu no Rio de Janeiro em 12 de maio de 1921.

Em criança, viveu com a família em uma fazenda em Minas Gerais, mas aos nove anos de idade perdeu o pai, retornando com a mãe para o Rio de Janeiro, indo morar em uma vila de Copacabana.

Ingressou no Teatro Experimental do Negro em 1945, que era liderado por Abadias do Nascimento.

Pioneira, Ruth de Souza abriu caminhos para o artista negro no Brasil, sendo a primeira atriz negra a atuar no palco do Teatro Municipal do Rio de Janeiro, com a peça O Imperador Jones, de Eugene O´Neill. Recebendo uma bolsa de estudos da Fundação Rockefeller, morou um ano nos Estados Unidos, onde estudou na Universidade de Harvard e na Academia Nacional do Teatro.

Sua estreia no cinema aconteceu em 1948, em Terra Violenta (baseado no romance Terras do Sem-Fim, de Jorge Amado). Participou de vários filmes, conseguindo a consagração nacional através de Sinhá Moça, filme de 1953, onde, mais uma vez foi pioneira: por seu desempenho, seria a primeira atriz brasileira indicada ao prêmio de melhor atriz em um festival internacional de cinema (festival de Veneza em 1954).

Também participou de radionovelas e em teleteatros da TV Tupi. Nos anos 60, fez sucesso na televisão atuando na novela A Deusa Vencida (1965) de Ivani Ribeiro, exibida pela TV Excelsior. Ao integrar o elenco de artistas da TV Globo, em 1968, mais uma conquista: torna-se a primeira atriz negra a protagonizar uma novela, A Cabana do Pai Tomás, de 1969. Desde então é contratada da emissora carioca, aparecendo em produções como a telenovela Sinhá Moça, de 1986, onde interpretou o personagem Balbina, irmã de Virgínia (), interpretada por Chica Xavier. Nesse trabalho, Ruth de Souza mais uma vez mostrou seu talento, em cenas ao lado de Grande Otelo.

Aos 96 anos, no início de 2018, após oito anos afastada das telas, Ruth de Souza participou do primeiro episódio da nova temporada de Mister Brau, ao lado de Lázaro Ramos. Segundo a jornalista Patrícia Kogut, ela estaria escalada para a nova produção da Rede Globo, Se eu fechar os olhos agora, de Ricardo Linhares, onde viverá Madalena.



RUTH DE SOUZA
www.geledes.org.br











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